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Simone,


A luz que brilha nos meus olhos vem da minha mente, fervilhante de idéias, pensamentos, sonhos...através de meus dedos e mãos trago vida a esse turbilhão, colocando em palavras o que insiste em gritar dentro de mim...

Cada movimento das árvores bailando ao vento traz encanto e paz ao meu ser; cada pássaro que ouço da minha janela traz música à minha alma...Assim sou eu, dando valor a cada pequena coisa, tornando-a valiosa e importante!



Simone































quarta-feira, 4 de maio de 2011

A VOLTA

Rogério viajava umas 3 ou 4 vezes por ano, a trabalho, participando de congressos e simpósios – tudo pago pela empresa, o que incluía bons hotéis, refeições excelentes e algumas outras mordomias...
Nessas viagens, Rogério sempre encontrava Américo e Humberto, antigos colegas de universidade que, agora, trabalhavam em empresas diferentes, em outros lugares no país, mas cujo segmento profissional era o mesmo. Cada encontro deles era uma orgia – gastronômica e sexual, porque se esbaldavam com boa comida, bons vinhos e  mulheres – invariavelmente encontradas nos saguões dos hotéis em que se hospedavam.
Todos três casados, no final de cada dia dos simpósios, se encontravam pra contar as proezas sexuais da noite anterior e prever as que viriam naquela noite. Conversas picantes, escancaradas – amigos de longa data – riam muito com as ‘performances’ de suas parceiras...
Das esposas, lembravam-se só na hora de um telefonema diário, apenas pra ‘marcar presença’, como falavam às gargalhadas...
Um congresso terminou antes do programado – daria tempo, se conseguisse trocar a passagem aérea, de chegar em casa ainda essa noite, mesmo que fosse lá pelas 2 da manhã. Melhor assim – já amanhecia por lá e ia trabalhar mais descansado – além de fazer ‘boa figura’ com a esposa – demonstrando vontade de voltar pra casa logo que o congresso terminasse...
Chegou em casa, abriu a porta e, sem fazer qualquer barulho, pé ante pé, foi pro seu quarto – ia tirar a roupa e deitar direto na cama...surpreendendo a esposa com um grande abraço e uma pegada forte...
Totalmente sem roupa, chegou do lado da cama em que a esposa dormia e foi deslizando a mão pelo braço dela, buscando seios e pescoço... sentiu a mulher se remexendo e gemendo, esticando o braço pra segurá-lo também...
Quando falou ‘meu amor, que saudade...’ ouviu um grito, a mulher começo a espernear e ouviu outra voz...masculina...no meio do tumulto formado...
Luzes de abatjours acesas, a cena era, Rogério, nu, de pé ao lado da cama, enquanto na dita cuja estavam, também nus, sua mulher e... Osvaldo ? como Osvaldo?...seu amigo...
“Marina, o que significa isso ?”
“Simples, meu bem...as suas viagens...você aproveita de um jeito...e eu... do mesmo jeito...”

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