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Simone,


A luz que brilha nos meus olhos vem da minha mente, fervilhante de idéias, pensamentos, sonhos...através de meus dedos e mãos trago vida a esse turbilhão, colocando em palavras o que insiste em gritar dentro de mim...

Cada movimento das árvores bailando ao vento traz encanto e paz ao meu ser; cada pássaro que ouço da minha janela traz música à minha alma...Assim sou eu, dando valor a cada pequena coisa, tornando-a valiosa e importante!



Simone































quarta-feira, 25 de maio de 2011

AMOR SOFRIDO
O sopro do vento em meu rosto me acordou do sonho. Levantei os olhos e percebi um mundo à minha volta, me trazendo pra realidade. E então percebo que teu silêncio me comove, tua ausência me castiga, tua indiferença me atormenta.
Queria não te amar tanto... queria poder te ver e não me sentir afogada nesse amor enlouquecido, porque é só meu...te olhar e não te tocar, estar perto e não ser vista...tudo me consome, me arrebenta, dilacerando cada pedaço de mim...
Sentimento sofrido, saudade imensa do que nem tive, mas sonho, iludida, um dia ter. Chorar não acalma, o soluço fica preso no peito e não há como resgatar o fôlego que permanece suspenso no ar, esperando que eu retome a sanidade. Tua partida levou contigo um pouco de mim, tua indiferença corroeu minhas entranhas... nada mais penso, nada mais sinto, nada mais quero – penso que nem mesmo a ti quero mais... a dor que me causaste é tão grande que supera meu amor, minha ansiedade, meus sonhos e loucuras...
Por te amar tanto, de tanto te querer...deixei de te amar e de te querer...consumida por esse amor, esse desejo, essa volúpia, tudo se esvaiu como uma nuvem na minha frente – em vão tentei segurar, na esperança louca que ainda me aquecesse, mas percebo que minha vontade, a necessidade de te amar se foram, pisadas como folhas no chão...não resistiram à tua indiferença, ao teu desamor, à tua ausência emocional...
Pudesse teria entrado no teu corpo, visitado teu sopro, teu peito, ocupado teu interior – loucura de chegar às tuas emoções, tuas sensações, teus sentimentos, como se fossem concretos – pois pra mim eram, de tão viva essa minha entrega, nunca antes sentida, nem vivida...
De tanto te amar, te desejar, te querer... morri consumida por ti...

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