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São textos simples, mas saídos da emoção...

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Um grande e caloroso abraço

Simone,


A luz que brilha nos meus olhos vem da minha mente, fervilhante de idéias, pensamentos, sonhos...através de meus dedos e mãos trago vida a esse turbilhão, colocando em palavras o que insiste em gritar dentro de mim...

Cada movimento das árvores bailando ao vento traz encanto e paz ao meu ser; cada pássaro que ouço da minha janela traz música à minha alma...Assim sou eu, dando valor a cada pequena coisa, tornando-a valiosa e importante!



Simone































sábado, 27 de agosto de 2011

AQUARELAS

Colori minha vida
Mostrei cores em esplendor
Esperava comovida
Que curasses minha dor

Ocultei lágrimas e dores
Nada de expor sofrimento
Precisavas me ver feliz
Pra conseguir teu sentimento

Fiz aquarelas, fiz pintura
Fiz graça na prosa e verso
Até mesmo caricatura
Pra iluminar teu universo

Um dia  afinal me viste
Alegre, colorida, risonha
Nada de alma triste
Não queria ser enfadonha

Mas nem assim consegui
Olhaste e teu olho não brilhou
Só eu sei o quanto sofri
Meu sol se apagou

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

LEVANTAR

Tudo à volta está escuro. Lentamente abro os olhos e nada enxergo, ainda atordoada. Lembro de luzes piscando nos meus olhos, passando corridas, lembro de vozes gritando, apavoradas, mas as sinto muito longe, não entendo o que dizem....apenas sinto a urgência das palavras.
Abro os olhos, escuro total. Nenhum som, somente minha respiração. Tento me mexer, as dores físicas de imediato surgem, gritando em meu corpo, me impossibilitando os movimentos. Aos poucos, meus olhos vão se acostumando com a escuridão e, muito devagar, começo a mexer meu corpo.
Primeiro os dedos, em seguida as mãos – tudo muito lento, muito dolorido – vez por outra fecho os olhos, como que para me ajudar a suportar a dor dos movimentos... Não sei onde estou, o que tenho, apenas a escuridão me envolve e a dor toma conta do meu corpo.
Pouco a pouco consigo movimentar todo meu corpo, ainda exausto e consumido pela dor...uma estranha dormência me assalta, enquanto minha cabeça tenta assimilar tudo que acontece...nada compreendo, apenas vivo as sensações físicas de dor excruciante e de absoluta escuridão.
Por fim, percebo que estou no fundo de um poço.. .paredes gigantescas à minha volta, de pedra, sólida, chão pegajoso e úmido abaixo do meu corpo deitado, esfriando ainda mais meu interior... Vou levantando os olhos e enxergo, longe, muito longe, uma réstia de luz, um pequeno rasgo que não iluminada até onde estou... Pouco a pouco começo e me movimentar, segurando nas paredes, tateando, buscando vãos onde colocar minhas mãos, ainda lutando contra a dor absurda que consome meu corpo...
Tenho que subir...eu sei...preciso...vou conseguir?