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Simone,


A luz que brilha nos meus olhos vem da minha mente, fervilhante de idéias, pensamentos, sonhos...através de meus dedos e mãos trago vida a esse turbilhão, colocando em palavras o que insiste em gritar dentro de mim...

Cada movimento das árvores bailando ao vento traz encanto e paz ao meu ser; cada pássaro que ouço da minha janela traz música à minha alma...Assim sou eu, dando valor a cada pequena coisa, tornando-a valiosa e importante!



Simone































sexta-feira, 6 de maio de 2011

ALMA ABERTA

Esses últimos  dias venho pensando o que me leva a escrever. O simples fato de colocar idéias e sentimentos por escrito já seriam uma satisfação pra mim. Mas algumas vezes fico aflita porque quero escrever e nada surge de interessante.
Já percebi que alguns de meus textos surgem quando estou em momentos de tristeza – aí surgem doloridos, saudosos, melancólicos, evocando momentos perdidos, sentimentos derrubados ou menosprezados.
Em outros momentos meu bom humor norteia minas palavras e fluem textos mais leves, mais soltos, alguns até meio engraçados.
De uns tempos pra cá tenho encontrado alguma dificuldade em escrever – nada me surge, nenhum tema me atrai, minha inspiração parece ter evaporado. Falar de amor, de dor, de saudade, de tristeza, amargura ou beleza, quando estou melancólica. Falar de risos, brilhos, cores e magias quando alegre estou. Momentos em que minhas gargalhadas surgem de repente, estrondosas, soltas, diante de coisas simples mas que me alvoroçam o humor. Lágrimas, nem sei se as tenho mais - esqueci a última vez em que chorei - então, esqueci, também, o motivo do choro.
Mas qual a novidade disso tudo? não somos todos assim? somos artífices de fantasias, escritas ou não, que se mostram aos outros em letras ou comportamentos. E nesse grande carrossel que é a vida, somos atores, não de um texto escrito por nós, mas escrito para todos nós, dos qual nada sabemos, vivendo cada momento como em suspenso, esperando o desenrolar dessa grande teia que se chama vida. Somos uma combinação de atores e espectadores, diante da expectativa do que está por vir.
Quando escrevemos temos um pouco de controle sobre esse enredo – podemos até deixá-lo de lado, quando não parece refletir o que buscamos e queremos transmitir... mas o texto da vida...ah, esse não é de nossa autoria – temos que nos contentar em sermos apenas atores – algumas vezes protagonistas, outras meros coadjuvantes...
E não importa se é melancólico ou alegre, a nós compete apenas interpretar, e bem, mergulhando em cada emoção de forma a torná-la verdadeira em sua inteireza. Porque é assim que se espera que vivamos esses papéis – atores de nossa própria história, tentando, como crianças desajeitadas, alterar algumas linhas que nos tragam dor e sofrimento, mas o texto está pronto, desconhecemos seu final, mas não podemos fugir muito dele.
Escrever é desnudar a alma, é dar-se a conhecer por dentro; é uma forma, talvez, de trazer ao mundo da fantasia, do irreal, aquilo que, no nosso íntimo, gostaríamos que fosse verdadeiro. Ainda uma forma de expurgarmos nossos demônios, tirarmos esqueletos de armário, trazermos um pouco de alento e suavidade à nossa vida, esvaziando nossos pesares e aumentando nossos prazeres.
Assim, quando em meu interior tudo parece morno, estático, como antecedendo uma grande tempestade, sei que em algum momento, mais adiante, emoções mais fortes virão, impulsionando minha inspiração. Por enquanto, fica apenas esse abrir de alma, essa conversa interior, que nada acrescenta a ninguém, mas que escrevo apenas pelo grande prazer e a falta de medo que tenho de colocar sentimentos por escrito.

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