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A luz que brilha nos meus olhos vem da minha mente, fervilhante de idéias, pensamentos, sonhos...através de meus dedos e mãos trago vida a esse turbilhão, colocando em palavras o que insiste em gritar dentro de mim...

Cada movimento das árvores bailando ao vento traz encanto e paz ao meu ser; cada pássaro que ouço da minha janela traz música à minha alma...Assim sou eu, dando valor a cada pequena coisa, tornando-a valiosa e importante!



Simone































quarta-feira, 25 de maio de 2011

HISTÓRIA FELIZ

Já ouvi  inúmeras vezes que vida feliz não tem história. Se a gente analisar bem, vai ver que as grandes obras, clássicas ou populares, sempre trataram e tratam de algum tipo de tragédia, maior ou menor, mas sempre o sofrimento humano está presente.
Seja um amor proibido ( quem se esquece de Romeu e Julieta ), não correspondido, uma traição, uma perda de alguém , de algo, uma disputa por alguma coisa. Sempre encontramos um vilão que vai colocar obstáculos para que a mocinha ou o mocinho encontre  a felicidade, alcance o bem que busca.
História sem vilão, sem ódio, sem traição, maldades humanas não é história. Até as novelas na televisão alcançam picos de audiência quando alguma vilania vai se concretizar. Os próprios atores afirmam, sem pudor, que é muito mais interessante interpretar o vilão, o personagem mau, porque permite maiores nuances...
O ser humano realmente gosta de ver a dor alheia, saboreia quando o outro é traído, humilhado... Existe uma morbidez nessa valorização da dor, da tragédia, do desamor. A luta entre o bem e o mal  incendeia mentes e corações.
Sempre me perguntei a razão de vidas felizes, narrativas felizes, histórias felizes não fornecerem uma boa “história” – encontrei várias respostas – acho que nenhuma correta. O ser humano se regozija com a dor do outro  como forma de se sentir aliviado por não estar sentindo a mesma dor?  Somos todos mórbidos  mergulhados à procura de nutrientes pra essa morbidez? A dor alheia significa o fracasso do outro e nos dá uma passageira sensação de vitoriosos? Não consegui uma resposta – fiquem felizes, eu falhei!
Mas verificando que desde os contos infantis ( que são, na verdade, contos de terror) até os mais clássicos autores, todos tratam e retratam a tragédia, a dor, o sofrimento, o desamor das pessoas, resolvi criar uma história feliz:
Era uma vez uma menina bonita que vivia muito feliz numa linda casa até crescer, casar com um belo príncipe e ter filhos maravilhosos. Durante toda sua vida só viveu momentos de felicidade. FIM.
Como é pequena uma história feliz!

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