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Simone,


A luz que brilha nos meus olhos vem da minha mente, fervilhante de idéias, pensamentos, sonhos...através de meus dedos e mãos trago vida a esse turbilhão, colocando em palavras o que insiste em gritar dentro de mim...

Cada movimento das árvores bailando ao vento traz encanto e paz ao meu ser; cada pássaro que ouço da minha janela traz música à minha alma...Assim sou eu, dando valor a cada pequena coisa, tornando-a valiosa e importante!



Simone































segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

ALMA ADOECE?
As duas amigas chegaram e sentaram à uma mesa ao lado da minha.  Ambas muito arrumadas, carregando sacolas de lojas conhecidíssimas pelos produtos caros. Na verdade, não sentaram, simplesmente. Desabaram nas cadeiras, o que me chamou atenção, porque não combinava com o exterior de nenhuma delas.
De imediato percebi o nervosismo de uma delas que, antes mesmo de pegar o cardápio para um lanche rápido de final de tarde, disparou para amiga:
“Alma morre? ou pelo menos adoece?”
A outra, pega de surpresa, olhou pra ela, parou e ficou pensando.
“Como assim? Se morre é porque o corpo morreu, não é? Não vejo diferente. Agora se alma adoece...sei lá! que tipo de  pergunta é essa? de onde você tirou isso? “
“Não sei. Fico me perguntando se alma adoece com os sofrimentos que a gente passa...porque o corpo logo apresenta algum sintoma, né?...dor de cabeça, gastrite...essas coisas... mas e a  alma? Será que ela adoece e também apresenta sintomas, só que a gente não vê? “
Nesse momento veio a garçonete e interrompeu as indagações/aflições da moça. Depois de examinarem o cardápio, decidiram por algo light (óbvio...) e quando ficaram sozinhas, imaginei se a conversa retomaria de onde parou. Estava curiosíssima pela resposta da amiga e já me perguntava se ‘alma adoece’...
A amiga começou a falar de uma festa que ia naquela semana, na roupa que ia usar – enfim aqueles assuntos que mulheres não resistem!. Mas a outra ficou ali parada, olhando pra ela, como se não ouvisse nada, não tivesse qualquer interesse na festa ou na roupa. E contra-atacou:
“Você não me respondeu! você acha que alma adoece?”
“Já disse que não sei... nunca ouvi nada a respeito! nem li! e vem você, de repente, e quer uma resposta sobre uma coisa que nunca sequer passou pela minha cabeça...”
“Pois olha, tenho pensado muito e o mais próximo que cheguei é que alma adoece, sim, e o sintoma que ela nos mostra é quando perdemos a esperança...”
Fiquei sentada, tomando meu lanche e deglutindo aquela conclusão e, de uma forma um tanto acanhada, concordei com a minha mais nova desconhecida de infância: a alma adoece quando perdemos a esperança.
Não importa em quê; morta a esperança significa que nossa alma está doente? Aquele lanche da tarde me fez ver algo que nunca passara pela minha cabeça...

Um comentário:

Anônimo disse...

Sim, também acho que alma adoece, mas quando perdemos a esperança, a alma morre, em seu lugar fica um nó na garganta, o nosso balãozinho interior esvazia e as alegrias não são alegrias sentidas,não somos capazes de amar nem de receber amor, nada faz sentido... mas se alma morre o corpo tambémm vai atrás.
Comentário deprimente...
Queria apenas dizer que escancarei o seu blogue, devorei os seus textos e adorei!As conversas de táxi são excelentes e reais, enfim, gostei de tudo.
PARABENS pelo seu espirito observador e sensível!
UM BEIJO
Cecilia

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