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Simone,


A luz que brilha nos meus olhos vem da minha mente, fervilhante de idéias, pensamentos, sonhos...através de meus dedos e mãos trago vida a esse turbilhão, colocando em palavras o que insiste em gritar dentro de mim...

Cada movimento das árvores bailando ao vento traz encanto e paz ao meu ser; cada pássaro que ouço da minha janela traz música à minha alma...Assim sou eu, dando valor a cada pequena coisa, tornando-a valiosa e importante!



Simone































quarta-feira, 16 de março de 2011

A MULHER QUE PARTE

A conversa caminhava normal...papo bom descontraído, sobre vários assuntos e, de repente, vinha a já quase famosa frase: ‘agora eu vou...’
E dava sequência...’almoçar, dormir, tomar banho...’
Sempre, sempre ela partia... nunca ficava pra ver e ser vista, ouvir e ser ouvida, sentir e ser sentida...sempre partia. Em todos os lugares, em todos os momentos, ela partia...
Como se fosse movida por asas invisíveis que, em determinada hora ansiassem por bater, assim era ela... e partia...
Levava consigo seus sonhos, ilusões, devaneios e tristezas. Levava também alegrias, risadas. Simplesmente partia. Sem razão, sem motivo, sem momento, sem horário. Partia. Um dia alguém a chamou ‘a mulher que sempre parte’... deu um meio sorriso e pensou
 ‘ se você soubesse por que eu sempre parto... parto porque nunca me sinto no lugar que é meu...parto porque minha busca é interminável, alimentada por minha inquietude interior que nunca é saciada, meus dedos buscam não sei o quê, meus olhos varrem ao redor procurando o que desconheço, meus ouvidos esperam palavras que nunca chegam, meu coração espera um amor que sei jamais terei... por isso eu parto, porque  tenho viva a ilusão de que, em algum lugar, algo mágico me espera, algo que vai me preencher, me completar, me encantar...
e nessa busca frenética, eu parto, sem lançar raízes, sem criar vínculos,  sem deixar marcas... apenas um suave aroma de perfume é testemunha de minha presença...talvez minhas palavras permaneçam em alguns, outros sequer perceberão que parti – nem me viram chegar – e assim, eu parto, em busca de algo desconhecido mas que será familiar ao encontrar, porque vive em mim desde sempre...
parto em tentativas desesperadas de aplacar minhas inquietudes, perplexidades, anseios e sonhos...nesse caminhar,encontro pessoas, mas nunca as que busco...encontro coisas, mas nunca as que espero... e que nunca virão, porque sempre parto em busca de mim...’

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