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Simone,


A luz que brilha nos meus olhos vem da minha mente, fervilhante de idéias, pensamentos, sonhos...através de meus dedos e mãos trago vida a esse turbilhão, colocando em palavras o que insiste em gritar dentro de mim...

Cada movimento das árvores bailando ao vento traz encanto e paz ao meu ser; cada pássaro que ouço da minha janela traz música à minha alma...Assim sou eu, dando valor a cada pequena coisa, tornando-a valiosa e importante!



Simone































terça-feira, 3 de janeiro de 2012

QUEM SOU EU ?

Mulher alegre, risonha? ou triste ? com que armas ( ? ) me protejo ? como lido com as coisas cotidianas ?
Questionamentos me assolam todo tempo... emoções trovejando na alma, mostrando que tempestades existem e, a qualquer momento, podem desabar sobre mim...
E se não tenho abrigo? se não encontro alguma porta aberta? onde me colocar para não ser assolada por essas tempestades?
Desde sempre me mantenho meio escondida, olhando tudo e todos pelos vãos das portas, como se não tivesse sido convidada para a “festa”, para a vida... como eterna intrusa deslocada, um tanto ou quanto “gauche”, querendo entrar mas sem a certeza de ser bem vinda...
Como  a criança amedrontada que vive dentro de mim, insistindo em aparecer, a todo instante, gritando seus medos, inseguranças, jogando para o lado – quase extinguindo – a mulher adulta que se faz de forte ( sem ser, na verdade...)
Criança machucada, doída, dolorida, de alma cinza que quando menos espero aparece inteira, atirando na cara da mulher que ela ( a criança) é quem está certa... não existe merecimento, as alegrias não são pra você...ela insiste em dizer...
E, mais uma vez, atira na cara da mulher forte e alegre as necessidades angustiadas dessa criança. Aponta o dedo e diz – “não disse? você não me ouve, não presta atenção no que eu digo! eu sei que você não foi convidada pra essa festa... mas, teimosa, você insiste em ir, em participar... agora fica aí, olhando pelas frestas da porta, como eu sempre estive...”
De nada adianta a mulher querer ficar no meio da festa, no meio da vida, porque de repente ela percebe que ali não é seu lugar, que, na verdade, ali nunca foi seu lugar – não existe espaço pra ela, nessa festa que é a vida...
Os sorrisos que lhe dão não são de verdade, as conversas que ouve não trazem verdade, as emoções que ela sente ficam ali, solitárias... Sua única companhia é a criança de alma cinza, que chega e conversa com ela, tentando fazer com que ela entenda que precisa partir, que ali não é seu lugar...
A criança conhece e entende seu espanto diante da vida, das pessoas, conhece suas emoções – ambas partilham os mesmos medos, sonhos, ansiedades, vontade de pertencer a algo, a alguém, de integrar-se, sendo acolhida...
Mas a mulher, teimosa, continua tentando sorrir, acreditar... fica se questionando sobre tudo, todos e não encontra respostas, porque a sensação de estar deslocada a acompanha e reconhecer tudo isso rasga as entranhas, dilacera seu interior...
Ser invisível na multidão corrói a alma, esgota energias, rasga sonhos e fantasias... construir algo ? pra quê? e a criança chega e se apodera do interior, com suas névoas, suas sombras, trazendo neblina quando a mulher busca dias ensolarados e noites estreladas...
Quem sou eu, afinal?

Um comentário:

Ahtange Ferreira disse...

Oi amiga, saudades por onde andas?
Tem selinho pra vc vai lá.
Bjos!

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