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Simone,


A luz que brilha nos meus olhos vem da minha mente, fervilhante de idéias, pensamentos, sonhos...através de meus dedos e mãos trago vida a esse turbilhão, colocando em palavras o que insiste em gritar dentro de mim...

Cada movimento das árvores bailando ao vento traz encanto e paz ao meu ser; cada pássaro que ouço da minha janela traz música à minha alma...Assim sou eu, dando valor a cada pequena coisa, tornando-a valiosa e importante!



Simone































terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

ESCOLHAS


Interessante como algumas pesquisas ( dessas de rua ) sempre se concentram em duas alternativas, como se não houvesse nada mais naquela área que pudesse ser questionado. É preto ou branco – cinza escuro, claro ou gelo...não existem...azul, amarelo, vermelho....nem pensar.
Dia desses o questionamento era no parceiro ideal: beleza ou inteligência. Minha primeira reação, como mera espectadora, foi responder: inteligência... Não sou adepta daquele velho ditado ‘beleza não põe mesa’... até porque beleza é muito bom mesmo ( não essencial ), mas que é bom ver alguém bonito, homem ou mulher, isso é uma verdade.
Mas pra mim, colocando nos pratos da balança beleza e inteligência, essa última tem mais atrativos.  Adoro conversar, falar, argumentar, ouvir novas opiniões – e tudo isso se consegue lindamente com alguém inteligente... Argumentos fartos, jorram como cascatas. Mesmo os inteligentes mais calados sempre dizem coisas interessantes...
E a beleza? Estou padecendo daquele estigma gigante que ‘o belo é burro’?  ( se for loura, então...eu sei quantas vezes ouvi essa frase ! por ser loura ) – confesso que tenho medo de me encaixar nesses preconceitos. O bonito foi mesmo feito pra ser visto, não pra ser ouvido, porque não teria nada entre as duas orelhas, a não ser cabelo ( de chapinha ou de cera modeladora ) ?
Passado o momento de resposta de espectadora, a do impulso, comecei a me questionar: será que conseguiria mesmo escolher somente entre essas duas alternativas?
O ser humano é absolutamente diverso, rico em emoções diferentes, variações físicas, intelectuais. Posturas diante da vida, coragem ou medo, timidez ou iniciativa, verdadeiro ou falso...
Pensei nas inúmeras pessoas que passaram pela minha vida: amigos, amores, paixões... Tão diferentes, provocando em mim emoções diversas, fortes algumas, fracas, outras tantas – algumas trouxeram alegria ao chegar, outras me deram alegria ao partir... E todas, apesar de tão diversas estiveram comigo, em momentos da minha vida...
Coisas tão opostas, mas, mesmo assim, em seus momentos, tão importantes. Pessoas bonitas e inteligentes tanto me fizeram feliz como me colocaram no fundo do poço de sofrimento. Outras não tão inteligentes, nem bonitas, conseguiram o mesmo...
Enfim, cada pessoa vai trazer pra outra aquilo que tiver pra dar – independente de ser bonita ou inteligente. Por quê tenho que escolher entre o belo ou inteligente? Por quê não posso simplesmente dizer ‘às favas essas alternativas.’ Quero alguém que me ame, que se derrame em mim, me respeite, seja parceiro, cúmplice – enfim forme uma dupla comigo e nós dois, então, vamos dançar o tango...
Alguém que sonhe e entenda meus sonhos, se encante e, por isso, entenda meus encantamentos – alguns diferentes, muitos iguais... Alguém como eu e tão diferente de mim – me completando e se completando nessas nossas diferenças e igualdades...
Beleza? Inteligência? Não escolho – coloquem um leque de opções na mesa – eu escolho o amor.

Um comentário:

Anjos disse...

Um pouco difícil comentar esse texto. Vejo como uma obra abstrata, cada um identifica conforme seu estado de espirito.
Obrigado pela reflexão Simone

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